Vendas de Natal sobem 10% mas lojistas de shoppings não superam perdas da pandemia

As vendas do Natal deste ano nos shoppings tiveram crescimento real —já descontado efeito da inflação no período— de 10% na comparação com a temporada de compras do ano passado, segundo resultado divulgado pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings).

O bom desempenho, no entanto, não foi suficiente para levar o varejo desse segmento ao patamar de 2019. No balanço anual, os centros comerciais projetam encerrar 2021 com R$ 204 bilhões em vendas. A cifra representa um crescimento de 58% em relação a 2020. Na comparação com o resultado de 2019, porém, houve queda de 3,5%.

Segundo a associação, os 15 mil pontos de vendas representados pela entidade em todo o Brasil receberam 123,7 milhões de consumidores nas semanas que antecederam o Natal. O volume de visitas é atribuído ao avanço da vacinação contra a Covid-19.

Além de dar mais segurança aos clientes, a imunização permitiu o fim de restrições nos horários de funcionamento de lojas. Em 2020, muitos estados, como foi o caso de São Paulo, ainda adotavam regras para evitar aglomerações, o que reduziu a circulação de clientes nos centros de compras.

A Alshop diz que o retorno do consumidor aos shoppings permitiu que as vendas fossem melhores, apesar da redução no poder de compra. Para a associação, a inflação em alta, o desemprego elevado, a falta de confiança do consumidor na economia e o câmbio desfavorável são fatores que impediram um resultado melhor.

A falta de matérias-primas e os entraves logísticos também afetaram os lojistas, que não conseguiram oferecer a mesma diversidade de produtos de outros anos.

Levantamento da associação aponta que 77% dos consumidores que foram aos shoppings compraram presentes. A maioria deles (61%) escolheu uma peça de roupa. Também estavam entre os itens mais procurados os brinquedos (37%), perfumes e cosméticos (36%), calçados (36%) e acessórios (24%).

Fonte: Folha de São Paulo