“União para sobreviver”

ARTIGO l

O mundo passa por uma de suas mais severas crises, em que um pequeno vírus mostra sua força devastadora ao mesmo tempo em que expõe o quanto o ser humano é frágil.

A pandemia do Covid-19 mostra mais também: o quanto todos nós, agindo sozinhos, somos fracos e pouco podemos.

É como se todos despertassem, ao mesmo tempo, para a necessidade de se integrar esforços, sejam de governos de grandes nações ou de pequenas cidades, trabalhadores e empregadores, políticos e cidadãos comuns.

Essa lição tem que ser mesmo exercitada, por estarmos falando de vidas em risco. No Brasil temos 370 casos registrados, enquanto escrevo, com uma primeira morte anunciada, de um homem de 62 anos, em um hospital em São Paulo.

Na China, Itália, Irã, Espanha e França, que concentram mais de 98% dos óbitos, são mais de 6 mil mortes.

Todos esses países estão tratando da luta contra a pandemia com intervenção integral, para preservar a saúde pública, a ordem social e o equilíbrio econômico.

Há famílias que dependem de seus empregos, empreendedores que sob o risco de encerrar em massa as atividades de suas empresas, e isso pode levar em uma onda o Brasil ao colapso.

A preocupação é válida, porque alguns apostam até mesmo em um PIB de crescimento zero para o Brasil. No mundo 25 milhões de pessoas podem perder seus empregos.

A Federação das CDLs do Estado do Rio, por mim presidida, entende a gravidade e a complexidade do ambiente de crise, e por isso tem apresentado propostas na direção da defesa da vida e da integridade social e econômica fluminense.

O panorama atual nos desafia a romper com o isolamento no campo das ações e a pensar, de forma sistêmica, atuando com unidade de propósito na luta contra o Covid-19 e na construção de uma matriz capaz de mitigar seus efeitos.

Marcelo Mérida

Presidente da Federação das CDLS do Estado do Rio (FCDL-RJ)