DNA de quem constrói

ARTIGO l O empreendedor aprendeu desde muito cedo que não há resultado positivo sem diálogo, não há aprendizado sem troca de informações.

Para enfrentar e matar mais de um leão por dia, para manter sua empresa e gerar empregos, o lojista sabe que é impossível vencer sozinho.

Seus colaboradores devem estar motivados, há que se negociar com fornecedores sempre o melhor produto e condições de preço, para repassar para os seus clientes na forma de ofertas e promoções.

O lojista precisa aprender com o consumidor na ponta final, entender suas necessidades e expectativas, escutar sobre o que ele pensa e deseja.

Ele é um sobrevivente porque é bom ouvinte, mas porque também sabe expressar suas posições. É um empreendedor de hábitos coletivos: se associa, coopera, faz intercâmbio de pontos de vista e ideias com os seus pares.

Também se posiciona e propõe caminhos para gestores públicos, apontando alternativas para o seu setor, a economia e a cidade.

O Brasil tem muito o que aprender com a visão e a capacidade de trabalho de quem acorda cedo para abrir as portas de seu comércio e luta bravamente por uma cidade, um estado e um país melhor.

Os empreendedores brasileiros são constituídos com um forte DNA do desejo de construir, de somar.

Não se consideram pais solitários de feitos ou conquistas, mas atores de um processo comum a tantos milhões de cidadãos de bem, entre brasileiros anônimos, gestores, trabalhadores, professores e jovens.

O lojista, o empreendedor, sabe que é apenas um elo de um mesmo esforço e sacrifício de doação, de crença e esperança, de que, sim, é um possível menos vaidades e mais transformações reais, profundas.

Esse é o legado que pode mudar de verdade a sociedade, o da compreensão de que todos nós temos a responsabilidade de trabalhar, com muitos outros, por uma Nação mais moderna, de crescimento econômico, inclusão social e produtiva.

Marcelo Mérida

Presidente da Federação das CDLS do Estado do Rio (FCDL-RJ)